Retalho alimentar intensifica a competição no primeiro semestre de 2026: quem está a ganhar quota em Portugal

O primeiro semestre de 2026 confirmou um mercado de retalho alimentar cada vez mais competitivo em Portugal. Num contexto em que conquistar novos compradores já não é suficiente para crescer, as principais insígnias têm seguido estratégias distintas para aumentar a sua relevância junto dos consumidores.

Os dados da Worldpanel by Numerator mostram que o Pingo Doce e o Lidl reforçaram a sua posição ao longo das primeiras 24 semanas do ano, enquanto o Continente estabilizou após um início de ano mais pressionado. Já a Mercadona continuou a expandir a sua base de compradores, impulsionada pela abertura de novas lojas, embora esse crescimento ainda não se traduza de forma proporcional na quota de mercado.

Crescer passa por aumentar o valor e a frequência das compras

Os resultados revelam que as insígnias estão a seguir caminhos diferentes para ganhar quota. No caso do Pingo Doce, a evolução manteve a tendência observada no início do ano, apoiada na valorização das cestas de compra através das suas dinâmicas promocionais.

O Lidl, por sua vez, continuou a ganhar quota graças ao aumento da frequência de compra e ao reforço da intensidade da relação com os seus clientes, demonstrando que visitas mais regulares podem ser tão determinantes para o crescimento como o valor gasto em cada ocasião.

Segundo a Worldpanel by Numerator, o mercado português caracteriza-se hoje por uma elevada intensidade competitiva, em que o crescimento sustentável depende menos da capacidade de atrair novos consumidores e mais da capacidade de aumentar a frequência de visita, reforçar o valor da cesta e consolidar a relação com os compradores.

Continente estabiliza e Mercadona continua a alargar a sua base de compradores

Depois de um primeiro trimestre marcado por maior pressão competitiva, o Continente conseguiu estabilizar a sua posição ao longo do semestre, travando a tendência de perda anteriormente registada.

A Mercadona manteve a estratégia de expansão da sua rede comercial e continuou a aumentar a sua penetração entre os lares portugueses. Ainda assim, esse crescimento da base de compradores não teve, até ao momento, um impacto proporcional na quota de mercado.

O sortido ganha importância na diferenciação

Além das estratégias de preço e promoção, a análise evidencia também uma evolução ao nível do sortido.

No caso do Lidl, observa-se uma maior abertura às marcas de fabricante, acompanhando o reforço da sua posição no mercado. Esta evolução traduz uma proposta comercial mais abrangente, capaz de responder a diferentes missões de compra dos consumidores.

Ao mesmo tempo, os dados mostram que os consumidores portugueses continuam a distribuir cada vez mais as suas compras por diferentes insígnias, escolhendo cada uma em função da missão de compra e da proposta de valor apresentada. Neste contexto, os retalhistas competem em várias frentes em simultâneo — preço, conveniência, sortido e experiência — tornando o mercado mais dinâmico e exigente.

Segundo trimestre confirma a evolução do semestre

Os resultados do segundo trimestre reforçam as tendências observadas desde o início do ano.

O Lidl e o Pingo Doce mantiveram a trajetória de crescimento, embora o ritmo de ganho

do Pingo Doce tenha começado a abrandar face ao primeiro trimestre. O Continente consolidou a estabilização da sua posição e a Mercadona continuou a aumentar a sua penetração, ainda sem reflexo proporcional na quota de mercado.

Quer acompanhar a evolução do retalho alimentar em Portugal?

Conheça os estudos e análises da Worldpanel by Numerator sobre o comportamento dos consumidores e a dinâmica competitiva do mercado.

FAQ

▼ Quem ganhou quota no retalho alimentar português no primeiro semestre de 2026?

Segundo os dados da Worldpanel by Numerator, Pingo Doce e Lidl foram as insígnias que reforçaram a sua posição ao longo do semestre.

▼ Porque está o Lidl a crescer?

Os dados indicam que o crescimento do Lidl resulta sobretudo do aumento da frequência de compra e do reforço da relação com os seus clientes.

▼ Qual foi a evolução da Mercadona?

A Mercadona continuou a aumentar a sua base de compradores graças à abertura de novas lojas, embora esse crescimento ainda não tenha um impacto proporcional na quota de mercado.

▼ O que aconteceu ao Continente?

O Continente conseguiu estabilizar a sua posição durante o semestre, interrompendo a tendência de perda observada no primeiro trimestre.

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